Ao longo dos artigos que se tem publicado sobre a agricultura, a questão é que a agricultura sempre esteve e vai continuar a desempenhar um papel ativo e presente na vida das pessoas. Devido às exigências que foram surgindo ao longo dos tempos, como por exemplo, o crescimento populacional, exigiu da agricultura uma resposta mais eficaz. Essas alterações trouxeram consequências que são visíveis até aos dias de hoje.

Nos dias de hoje a prática agrícola começa a ganhar novos apoiantes. Esses novos apoiantes, focam-se em diferentes moldes, como a defesa de uma agricultura com base na agroecologia, colocando de parte a agricultura industrial, com o intuito de obter produtos ricos a nível nutricional e serem saudáveis apostando na agricultura urbana.

O artigo desta semana, tem como objetivo apresentar em que moldes assenta  a agricultura urbana,  como forma de incentivar a sua prática direcionada a um estrato da população que vive nas zonas urbanas.

Segundo os dados fornecidos pelo artigo consultado, “a agricultura é praticada por cerca de  800 milhões de pessoas em todo o mundo, em horticultura, pecuária, aquacultura, floricultura e silvicultura, cumprindo uma complexa e diversificada rede de responsabilidades: de segurança alimentar, economia, saúde, lazer, educação, socialização, ordenamento urbano e ambiente.”

A longo prazo a agricultura, coloca-se numa posição de destaque, onde por exemplo, “os espaços urbanos merecerão uma melhor qualificação e utilização, sendo alguns espaços nobres destinados à agricultura, novos conceitos urbanísticos e arquitetónicos deverão trazer edifícios preparados para a prática da agricultura em telhados e varandas; novas e revolucionárias técnicas de produção agrícola ganharão espaço, como a hidroponia[1], aquaponia[2] e a aeroponia[3].”

Diversificadas são as vantagens que se podem obter nesta alternativa, como o “aumento da disponibilidade de alimentos, maior aproveitamento da mão-de-obra ociosa urbana, gerando economias altamente remuneradoras, favorecendo o surgimento de economias de proximidade, melhora a eficiência na utilização de insumos, facilita o transporte e armazenagem, promove um melhor aproveitamento dos espaços e regista índices de produtividades inalcançáveis em ambientes menos controlados.”

 

 

Bibliografia:

 Muteia, Hélder (2015),O potencial da agricultura urbana e periurbana. (documento disponível em:http://opais.sapo.mz/index.php/opiniao/158-helder-muteia/37047-o-potencial-da-agricultura-urbana-e-periurbana.html )

[1] Técnica de cultivo de plantas sem solo, onde as raízes ficam submersas numa solução com todos os nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas.

[2] Combinação da hidroponia com a piscicultura num ciclo fechado ou semiaberto.

[3] Técnica de cultivo que consiste essencialmente em manter as plantas suspensas no ar, geralmente apoiadas pelo colo das raízes, e aspergindo-as com uma solução nutritiva.

O potencial da agricultura urbana e periurbana
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